Benjamim Guimarães resiste ao tempo, a falta de política hidroviária do país e navega no São Francisco
Recebi uma cópia de uma
matéria realizada pela TV Rio de Pirapora MG, que me balançou e me fez dividir
com você a informação de que o ‘Gaiola do Velho Chico’ está em atividade
novamente, mesmo que apenas turística, leitor.
Era uma festa quando o Benjamim Guimarães atracava no Cais em Januária e eu , quando pequeno
pulava do vapor. Juízo nenhum e liberdade total de um tempo inesquecível de
nossa vida de barranqueiro.
Era repórter recém formado
na TV Montes Claros-Globo em 1991 e fui cobrir o carnaval em Pirapora. Lembro-me
com saudade da matéria do carnaval com os blocos na rua, praia lotada, Benjamim
Guimarães em reforma, parado no cais da cidade, visita a Buritizeiro e banho na
praia das lavadeiras. Tem ainda o almoço no Restaurante Egnaldo e no Hotel
Canoeiros. Que tempo inesquecível nas ‘Barrancas’ do São Francisco.
Em 1993, cobri uma
reportagem do Benjamim Guimarães em Januária, para a Tv Cidade, fazendo
excursão. Esse vapor marcou e marca a nossa vida de barranqueiro, de todos os tempos.
Agora, 28 anos depois, vejo
o vapor Benjamim Guimarães restaurado, fazendo passeio turístico em Pirapora,
chego a chorar de emoção do ciclo histórico impressionante desse ‘Gaiola”
maravilhoso, que faz parte da nossa vida. VIDA LONGA AO BENJAMIM GUIMARÃES.
No trecho
norte-mineiro do Velho Chico, a partir de Pirapora, o forró varava as noites no
segundo andar da embarcação Benjamim Guimarães, com animados estudantes e
viajantes rompendo o silêncio do sertão. Desbravador das Américas, o vapor
Benjamim Guimarães sangrou a Amazônia e o Mississippi, no coração dos Estados
Unidos, transportando carvão, algodão e madeira do Minnesota ao porto de Nova
Orleans.
Construído
pelos armadores James Rees Sons & Co. em 1913. Ele chegou ao Brasil para
servir à Amazon River Plate Company, no Rio Amazonas. Pelos trilhos da Central
do Brasil, chegou desmontado a Pirapora, no fim da década de 1920, e recebeu o
nome do pai do dono da empresa, Júlio Mourão Guimarães. Seria destinado ao
transporte de passageiros na primeira e segunda classes, além de puxar lanchas
a reboque com lenha, gado e outros tipos de carga.
Em 2004, o
Benjamim Guimarães voltou ao Rio São Francisco, depois de passar décadas sem
navegar. Atualmente, faz passeios aos sábados e domingos na região de Pirapora,
provocando lembranças fortes aos moradores de Pirapora, cidade onde os peixes
saltam.
Saudades, VELHO CHICO! JANUÁRIA!
Benjamim Guimarães resiste ao tempo, a falta de política hidroviária do país e navega no São Francisco
Reviewed by JAB-Jornalista Aureliano Borges
on
dezembro 06, 2018
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Um comentário:
Como já te disse, sonho em conhecer sua região. Depois do texto, aumentou a vontade !!!
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